Estou ciente que demorei para escrever sobre isso, mas não resisti até chegar a uma posição: A morte do Osama nunca vai significar "um mundo melhor" como pregam os alienados dos norte-americanos. Será apenas a confirmação do segundo mandato do Obama.
Nosso presidente - afinal ele não se restringe apenas ao território americano, mas ao Paquistanês, Libanês, "brasilerês"... - estava numa situação difícil: aprovação em baixa, comprovação de nacionalidade americana, a força crescente do multimídia e pré-candidato à presidência - o Republicano Donald Trump, etc. Foi preciso mostrar serviço e garantir a reeleição, mesmo que isso custasse a invasão desrespeitosa de outro país.
A morte do Osama não é sinônimo de um mundo melhor, mas de um rastro ainda maior de ódio e intolerância em ambos os lados. Tido como um terrorista insano, responsável por tantas mortes de um lado; por outro é tido como mártir, homem de bem para uma parte extremista de árabes e muçulmanos capazes de ataques contra à humanidade que poderiam até evoluir para armas químicas e biológicas.
Seu legado continuará vivo para este povo que vive em meio a tanta miséria material e humana graças a uma política arraigada à uma religião fundamentalista, responsável por seu obscurantismo intelectual e religioso incapaz de evoluir mesmo diante de tanta riqueza gerada pelo petróleo. Uma cultura em que poucos tem acesso ao esclarecimento e quando o tem e questionam, são excluídos, expulsos de seus países ou até mesmo assassinados.
Qualquer pessoa com o mínimo de lucidez sabe que não é da vontade de Deus a perda de tantas vidas, mas diante de tanta miséria material e humana é muito fácil alienar alguém com argumentos de uma vida próspera e feliz ao lado de Alá e não sei quantas virgens para "descabaçar". Como também é muito fácil alienar uma população durante onze anos sobre o Osama ser o mal encarnado. Ele, nós não passamos de vítimas de um sistema que prega a alienação, a manipulação como forma de se manter no poder. Exploradores e explorados; sempre será assim seja por meio do dinheiro/poder, seja em nome de Deus/Alá. Por isso, defendo veementemente a educação, o esclarecimento contra a alienação em ambos os lados.
Nunca se conformar, sempre se questionar.
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