terça-feira, 26 de julho de 2011

Intolerância aos Enrustidos!

Não dá mais! Impossível tolerar o comportamento desses enrustidos que têm inveja daqueles que vivem livremente seu amor.
Não aguento mais notícias de violências contra homoamorosos! Qual o problema de vocês palhaços!? Vocês são infelizes com sua sexualidade reprimida e descontam naqueles que estão muito bem resolvidos!? Faça-me o favor!
As constantes notícias de ataques de homofóbicos vem me deixando muito incomodada. A morte do querido Denilson em Maceió, foi a gota d'água. Denilso foi um grande ator que me deixou maravilhada no espetáculo "A Farinhada". Saber de sua morte me fez refletir na quantidade de gente boa que cai nas mãos dessas bestas irracionais e se perdem de nossos olhos... que poderiam ter sido aquilo que não podem ser mais. Estou de luto...
Ao mesmo tempo tenho esperança. Pelo menos a união civil já é uma realidade e a aprovação da lei contra a homofobia é uma questão de tempo.
Fé, força e amor são as nossas principais armas nesse mundo tão injusto contra àqueles que querem ser felizes e livres. Vai com Deus Denilson!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Surtar é bom! É BOM DEMAIS!

Dia desses fui à minha terrinha e encontrei meus queridos amigos. Amigos de longa data e muito especiais.
Quando a gente é guri o tempo parece não passar e achamos que nunca vai.
Cá estou com 29 anos, muito longe dos meus 17.
Hoje tenho conta pra pagar, concurso pra passar, feira pra fazer... Enfim!
Às vezes me interrogo sobre o paradeiro daquela menina sem noção. É. Aquela mesma que batia ponto na Boate todo fim de semana, que tava sempre apaixonada por carinhas nada a ver, sem noção da realidade... Totalmente hiperativa!
De lá pra cá muita coisa rolou: muitos risos, muitas lágrimas, muitas lições. A vida se encarrega de nos mostrar que não ter noção da realidade pode ser muito perigoso; cê fica mais cuidadoso, fala menos e age mais.
O tempo passa, mas a amizade fica. Para ela o tempo é irrelevante. É chegar, abraçar, rir pra caramba e surtar como antigamente. A máscara cai e a gente respira melhor; a rigidez do corpo cede para a leveza, a gente relaxa com os amigos, o tempo não passa, ele para.
Foi muito bom encontrá-los.
Obrigada pelos momentos maravilhosos!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Fim do Osama, começo para o Obama

Estou ciente que demorei para escrever sobre isso, mas não resisti até chegar a uma posição: A morte do Osama nunca vai significar "um mundo melhor" como pregam os alienados dos norte-americanos. Será apenas a confirmação do segundo mandato do Obama.

Nosso presidente - afinal ele não se restringe apenas ao território americano, mas ao Paquistanês, Libanês, "brasilerês"... - estava numa situação difícil: aprovação em baixa, comprovação de nacionalidade americana, a força crescente do multimídia e pré-candidato à presidência - o Republicano Donald Trump, etc. Foi preciso mostrar serviço e garantir a reeleição, mesmo que isso custasse a invasão desrespeitosa de outro país.

A morte do Osama não é sinônimo de um mundo melhor, mas de um rastro ainda maior de ódio e intolerância em ambos os lados. Tido como um terrorista insano, responsável por tantas mortes de um lado; por outro é tido como mártir, homem de bem para uma parte extremista de árabes e muçulmanos capazes de ataques contra à humanidade que poderiam até evoluir para armas químicas e biológicas.

Seu legado continuará vivo para este povo que vive em meio a tanta miséria material e humana graças a uma política arraigada à uma religião fundamentalista, responsável por seu obscurantismo intelectual e religioso incapaz de evoluir mesmo diante de tanta riqueza gerada pelo petróleo. Uma cultura em que poucos tem acesso ao esclarecimento e quando o tem e questionam, são excluídos, expulsos de seus países ou até mesmo assassinados.

Qualquer pessoa com o mínimo de lucidez sabe que não é da vontade de Deus a perda de tantas vidas, mas diante de tanta miséria material e humana é muito fácil alienar alguém com argumentos de uma vida próspera e feliz ao lado de Alá e não sei quantas virgens para "descabaçar". Como também é muito fácil alienar uma população durante onze anos sobre o Osama ser o mal encarnado. Ele, nós não passamos de vítimas de um sistema que prega a alienação, a manipulação como forma de se manter no poder. Exploradores e explorados; sempre será assim seja por meio do dinheiro/poder, seja em nome de Deus/Alá. Por isso, defendo veementemente a educação, o esclarecimento contra a alienação em ambos os lados.

Nunca se conformar, sempre se questionar.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Vou rasgar meus diplomas!

Isso mesmo!
Já decidi!
Vou rasgar meus diplomas e viver de Bolsa Família.
Com o aumento previsto para esse ano, vai ficar bom demais!
Por isso vou parar de procurar trabalho, parir uns cinco "minino" e viver com a grana do governo. Gente, tá bom demais!

É assim que a maioria pensa; mas precisamos ser cuidadosos.
O aumento do bolsa família pode ter consequências desagradáveis. Dentre elas uma possível explosão demográfica da população brasileira; que por um lado pode equilibrar a previdência ou aumentar o eleitorado (possivelmente a intenção do governo), mas que por outro pode acentuar o crescimento desornado e consequentemente o aumento da criminalidade.

Hoje vivemos/sofremos o chamado "excesso de gente" que gera os conhecidos transtornos no trânsito, a lotação nos hospitais, bancos, cinemas e afins. Ao mesmo tempo, a possibilidade de aumentar a renda familiar gerando mais filhos, faz com que famílias/pessoas desestruturadas tanto financeiramente quanto sócio emocional e educacionalmente proliferem seres que, sem oportunidades, vejam nos vícios em entorpecentes e ações criminosas a solução rápida e fácil de suas deficiências. 

Se o governo não desenvolver políticas públicas que permitam o pleno acesso à educação, saúde, habitação, lazer e trabalho, além de infraestrutura urbana, a sociedade como um todo pode pagar as consequências. Também é preciso o fomento de políticas de assistência social, proteção à mulher e à família e medidas que permitam a conscientização da importância dos valores familiares para a formação e o equilíbrio do ser humano.

É muito fácil aumentar o Bolsa Família, Escola e afins para garantir a perpetuação no poder. Difícil é preparar o país para as possíveis consequências dos impactos negativos que ela possa gerar.  

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O salário mínimo e suas mazelas

Que maravilha! Aumento do salário mínimo! Não é para ficar feliz? Não!

É certo que nossa presidenta tem que mostrar serviço. Para equilibrar os excessos e farras financeiras de 2010 e anos anteriores. Uma das primeiras coisas que fez foi anunciar o corte no orçamento de 50 bi. Até aí tudo bem. O aumento do salário mínimo, também era esperado; afinal "Dilminha" precisa mostrar serviço, fazer bonito... Enfim.

Para mim não foi surpresa constatar que o aumento do mínimo mostrou-se um "espetáculo televisivo" mais visto no Brasil nas últimas semanas. Discussões, filosofias, protestos dos sindicalistas "tão preocupados com os trabalhadores"; sensacionalismos, enfim, todos querendo mostrar serviço e ficar bem na fita. Ora, votar a favor ou brigar pelo aumento do mínimo melhora o currículo de qualquer um para as próximas eleições, ninguém pode perder esse filão. Quem vai perder mesmo são aqueles que terão que bancar as consequências desse aumento e as negociatas e politicagens dos nossos representantes diretos e indiretos (ou você acha que no Congresso Nacional nossos ilustres representantes têm discernimento suficiente para entender os impactos gerados pelo aumento do mínimo? Bom, alguns nem escolaridade para isso têm).

O que verifico primeiramente, é que com o aumento do mínimo a tendência da inflação é aumentar ainda mais. Lógico! Como você acha que os empresários vão arcar com as despesas com pessoal? Nós que estamos na ilusão de achar que temos mais poder aquisitivo, nos deparamos com a realidade na boca do caixa. Em segundo lugar para conter a inflação os juros estão subindo que é uma beleza, afinal precisa-se controlar a oferta de crédito. Resultado: demissão. Sem crédito o empresário vai diminuir a produção e vai fazer outros investimentos. O primeiro corte é de pessoal. E o cara que tava se achando com o novo mínimo, toma feliz naquele lugar.

E agora José? Como é que vai ser para pagar as prestações da Tv de Led, do carro, da geladeira, daquela viagem... Brasileiro nunca pensa no dia de amanhã, por isso que toma naquele lugar feliz.

Pode vir uma resseção por aí. Pensando nisso, nossa chefe do Poder Executivo vai precisar de reservas e mais uma vez arrebentar com a classe média. Começou com a correção do Imposto de Renda em 4,5%. Depois? Talvez o aumento das taxas bancárias, tributos e afins. Ué? Precisa-se fazer as bolsas com o nosso couro (bolsa família, escola, etc), além de diminuir o prejuízo da máquina pública. Tem que sobrar para alguém. Quem pensou no amanhã tem tudo para se dar bem. Mas cuidado para eles não tomarem.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Cada povo merece os representantes que tem?

Muitos afirmam que cada povo merece os governantes que tem. Tem momentos que começo a acreditar nessa afirmação.
Creio que alguns, pois a grande maioria deve estar muito ocupada pensando em viagens, presentes e ceias de fim de ano, ficaram horrorizados com o que aconteceu em Brasília essa semana: O aumento salarial dos nossos representantes e senadores. Isso nos mostra, não somente o banquete que estão fazendo com o nosso dinheiro, mas reflete também a podridão que assola nosso país. Gente egoísta! Cujo o objetivo está somente em compensar seus interesse escusos!
A equiparação salarial com os ministros do STF, apesar de prevista na nossa Constituição, é uma vergonha! Como é que gente sem formação nenhuma, como o último palhaço eleito, pode se equiparar ao nível de um Ministro do STF?!
Vejo que em países como a França, a qualquer sinal de reforma que possa prejudicar o povo, a galera já vai às ruas protestar e fazer greves. O governo francês, muitas vezes, precisa rebolar pra conseguir alguma coisa. Na Grécia e em Portugal, a má administração da economia antes, durante e depois da última crise econômica, fez com que muitos também parassem o país com greves. Com esses exemplos verifico que um povo, quando busca o esclarecimento e consequentemente, a politização e a união; podem fazer a diferença.
No Brasil, existem tantos projetos importantes que tramitam por anos a fio... Mas o reajuste, para meu espanto (?) foi apresentado, votado e aprovado em dois dias, ou menos. Mal deu tempo de comer e cagar! E a repercussão disso? Indignação de alguns. Mas o que me chamou a atenção e me fez refletir, foi um senhor que disse:"se fosse eu, faria a mesma coisa". Não foi a primeira vez que ouvi isso. Arnaldo Jabor já dizia que estava intrínseco na cultura do brasileiro "a lei da vantagem sobre o outro". Também está intrínseco a cultura do comodismo; afinal tá todo mundo comprando casa, carro, tv de plasma no crediário sob a falsa crença de que a nossa economia e empregos estão estáveis e pouco se importando com as decisões de Brasília.
Por isso, peço àqueles que interessar, buscar outros meios de comunicação, criar opinião, saber quem são os responsáveis por essa falta de respeito com a gente, quem foi contra; debater, esclarecer, aprender, divulgar. O poder emana do povo, só depende de nós acreditar.

 



quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Todos querem se apaixonar, mas será que todos querem amar?

Por muito tempo acreditei que o amor não passaria de uma fase em que o ser humano está totalmente insano. Era apenas isso. Depois de tantos exemplos negativos, o amor não passava da maior dor de cabeça e perda de tempo. Contudo, estava errada ao acreditar que isso fosse o amor. Percebi que existe uma grande diferença entre o amor e a "insana" paixão.
Por exemplo, na primavera da minha vida, tive muitas paixonites que supunha serem verdadeiras. Realmente não existia nada melhor que a insanidade da paixão: sonhar acordada, o humor fica uma maravilha, não existe TPM ou prisão de ventre... Mas a merda disso tudo é que não conhecer a pessoa faz a gente idealizar alguém que não existe e, sem perceber, passamos a não dar atenção a coisas importantes como nossa essência, desejos e realizações.
Para a maioria das pessoas pode ser lindo ver um casal maduro de mãos dadas, mas para mim pode ser irônico. Pra ser sincera, na maioria das vezes que vejo um casal maduro eles sempre estão com uma cara tipo: "odeio essa sua cara de bunda ao meu lado". Então me pergunto: o que aconteceu com os olhares apaixonados e a troca de votos?
Acredito que muitas vezes o casamento entra num clima de comodidade com o tempo, e muitos "pequenos incômodos" da convivência que poderiam ser resolvidos com aquele "papo cabeça", são deixados de lado. Então, com o tempo, cada um vai mudando (afinal somos uma metamorfose ambulante), vivendo em seu mundinho particular. No fim cada um percebe que convive com um "estranho" e as traições físicas ou verbais se tornam rotina; as mágoas se acumulam e a merda tá feita! Não resta alternativa a não ser engolir o orgulho e enfrentar as falhas ou se separar.
Acredito que quando existe amor isso dificilmente acontece. Ele precede a paixão e diferente dela, fica. Pelo pouco que entendo, percebi que o amor nutre a paixão, o respeito, a compreensão, o diálogo... Que busca a felicidade no crescimento e na realização do outro. Mas não é fácil. É piegas, mas verdadeiro dizer que o amor é como uma delicada plantinha que precisa ser muito bem cuidada, qualquer escorregada pode ser fatal.
Por isso é legal ter alguém ao nosso lado, mas também é importante ter aquele "papo cabeça" de vez em quando. Mas com objetividade gente, porque é um saco discutir relação!