Que maravilha! Aumento do salário mínimo! Não é para ficar feliz? Não!
É certo que nossa presidenta tem que mostrar serviço. Para equilibrar os excessos e farras financeiras de 2010 e anos anteriores. Uma das primeiras coisas que fez foi anunciar o corte no orçamento de 50 bi. Até aí tudo bem. O aumento do salário mínimo, também era esperado; afinal "Dilminha" precisa mostrar serviço, fazer bonito... Enfim.
Para mim não foi surpresa constatar que o aumento do mínimo mostrou-se um "espetáculo televisivo" mais visto no Brasil nas últimas semanas. Discussões, filosofias, protestos dos sindicalistas "tão preocupados com os trabalhadores"; sensacionalismos, enfim, todos querendo mostrar serviço e ficar bem na fita. Ora, votar a favor ou brigar pelo aumento do mínimo melhora o currículo de qualquer um para as próximas eleições, ninguém pode perder esse filão. Quem vai perder mesmo são aqueles que terão que bancar as consequências desse aumento e as negociatas e politicagens dos nossos representantes diretos e indiretos (ou você acha que no Congresso Nacional nossos ilustres representantes têm discernimento suficiente para entender os impactos gerados pelo aumento do mínimo? Bom, alguns nem escolaridade para isso têm).
O que verifico primeiramente, é que com o aumento do mínimo a tendência da inflação é aumentar ainda mais. Lógico! Como você acha que os empresários vão arcar com as despesas com pessoal? Nós que estamos na ilusão de achar que temos mais poder aquisitivo, nos deparamos com a realidade na boca do caixa. Em segundo lugar para conter a inflação os juros estão subindo que é uma beleza, afinal precisa-se controlar a oferta de crédito. Resultado: demissão. Sem crédito o empresário vai diminuir a produção e vai fazer outros investimentos. O primeiro corte é de pessoal. E o cara que tava se achando com o novo mínimo, toma feliz naquele lugar.
E agora José? Como é que vai ser para pagar as prestações da Tv de Led, do carro, da geladeira, daquela viagem... Brasileiro nunca pensa no dia de amanhã, por isso que toma naquele lugar feliz.
Pode vir uma resseção por aí. Pensando nisso, nossa chefe do Poder Executivo vai precisar de reservas e mais uma vez arrebentar com a classe média. Começou com a correção do Imposto de Renda em 4,5%. Depois? Talvez o aumento das taxas bancárias, tributos e afins. Ué? Precisa-se fazer as bolsas com o nosso couro (bolsa família, escola, etc), além de diminuir o prejuízo da máquina pública. Tem que sobrar para alguém. Quem pensou no amanhã tem tudo para se dar bem. Mas cuidado para eles não tomarem.